Cobre: custos de defesa
Honorários advocatícios, custas judiciais e honorários periciais. Na prática é a cobertura mais acionada, porque a defesa começa a custar muito antes de existir qualquer condenação.

Diretor, administrador e conselheiro respondem com o patrimônio pessoal por decisões de gestão. O seguro D&O paga a defesa e a indenização quando isso acontece, para que a casa e a poupança de quem decide não entrem no processo.
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Seguro D&O, sigla de Directors and Officers, é o seguro de responsabilidade civil que protege o patrimônio pessoal de diretores, administradores e conselheiros quando eles são responsabilizados por decisões tomadas no exercício do cargo. A apólice cobre os custos de defesa e a indenização devida, dentro do limite contratado. Na classificação da SUSEP, o produto está no ramo de Responsabilidade Civil de Diretores e Administradores de Empresas (RC D&O).
O ponto que costuma surpreender é quem paga a conta. A empresa contrata e paga a apólice, mas o segurado é a pessoa física. Quando um sócio minoritário processa a diretoria, quando um investidor questiona um número do balanço ou quando um regulador autua o administrador, quem responde é o CPF, não o CNPJ. A separação entre patrimônio da empresa e patrimônio do sócio não protege o ato de gestão.
Não é jurisprudência isolada nem cláusula de contrato. São dois artigos que alcançam praticamente toda empresa brasileira, seja ela limitada ou sociedade anônima.
A pergunta que decide a compra não é o que a apólice cobre, é onde ela para. Vale saber as duas coisas antes de assinar.
Honorários advocatícios, custas judiciais e honorários periciais. Na prática é a cobertura mais acionada, porque a defesa começa a custar muito antes de existir qualquer condenação.
A indenização devida por ato de gestão culposo, até o limite da apólice. Coberturas adicionais comuns: gerenciamento de crise, multas e penalidades cíveis e administrativas quando a lei admite o seguro, responsabilidade por tributos e práticas trabalhistas indevidas.
A garantia alcança o ato ilícito culposo, o erro de boa-fé. Fraude deliberada fica de fora, assim como atos praticados fora do exercício do cargo e multas de natureza criminal. Nenhuma seguradora vende D&O que cubra dolo.
O risco aparece quando alguém de fora passa a responder pelas decisões ou a fiscalizar elas. Se a sua empresa cruzou algum destes marcos, a conversa deixou de ser preventiva.
O D&O de mercado é contratado à base de reclamações, o chamado claims made. Vale a data em que a reclamação chega ao administrador durante a vigência, não a data do ato de gestão. Isso muda tudo na hora de comparar propostas.
Define até quando no passado o ato de gestão pode ter ocorrido para estar coberto. Retroatividade curta deixa descoberto justamente o período em que decisões antigas ainda podem virar processo.
Janela para comunicar reclamações depois do fim da vigência. Importante para quem deixa o cargo: processo sobre gestão passada costuma chegar anos depois da saída.
O teto da apólice é compartilhado entre defesa e indenização, e entre todos os segurados. Limite apertado se esgota nos honorários antes de chegar à condenação.
Duas propostas com o mesmo limite e o mesmo prêmio podem valer coisas muito diferentes por causa desses três campos. É o que conferimos antes de levar a comparação para você.
A subscrição do D&O é feita por questionário. Quanto melhor a informação que entra, melhor a taxa que sai.
Estrutura societária, quem são os administradores, faturamento, se há investidor, conselho, operação no exterior e litígio em curso. É a base do questionário de subscrição.
Levamos o risco a múltiplas seguradoras e voltamos com as propostas lado a lado, comparando limite, retroatividade, prazo complementar e exclusões, não só o preço.
Apólice emitida, revisamos na renovação. Rodada nova, conselheiro novo ou mudança de faturamento alteram o risco e pedem ajuste de limite.
D&O é apólice que só se descobre boa ou ruim no dia da reclamação. Nosso trabalho é antecipar esse dia na hora de comparar.
O D&O responde pelo ato do administrador. A falha técnica na entrega ao cliente é risco de RC profissional, e o vazamento de dados é risco cibernético. Empresa de tecnologia com conselho normalmente precisa das três apólices conversando entre si.
D&O é a sigla de Directors and Officers. É o seguro de responsabilidade civil que protege o patrimônio pessoal de diretores, administradores e conselheiros quando eles são responsabilizados, na Justiça ou em processo administrativo, por decisões tomadas no exercício do cargo. A apólice paga os custos de defesa e a eventual indenização, dentro do limite contratado. Na classificação da SUSEP, o produto está no ramo de Responsabilidade Civil de Diretores e Administradores de Empresas (RC D&O), tratado na Circular SUSEP nº 637/2021.
A pessoa física. O segurado é o administrador, o diretor, o conselheiro ou o gestor que responde pessoalmente pelo ato de gestão. A empresa costuma ser a tomadora, ou seja, quem contrata e paga a apólice, e também pode ser reembolsada quando adianta a defesa do administrador. O patrimônio protegido é o do executivo, não o da empresa.
Porque a lei prevê isso. Na sociedade limitada, o art. 1.016 do Código Civil determina que os administradores respondem solidariamente perante a sociedade e os terceiros prejudicados por culpa no desempenho de suas funções. Na sociedade anônima, o art. 158 da Lei 6.404/1976 responsabiliza civilmente o administrador quando age com culpa ou dolo, ou com violação da lei ou do estatuto. Nos dois casos, a proteção da personalidade jurídica não alcança o ato de gestão culposo.
Custos de defesa (honorários advocatícios, custas judiciais, honorários periciais) e a indenização devida por ato de gestão culposo, até o limite da apólice. Coberturas adicionais comuns incluem despesas com consultores de gerenciamento de crise, multas e penalidades cíveis e administrativas quando a lei permite o seguro, responsabilidade por tributos e práticas trabalhistas indevidas. O escopo exato varia por seguradora e precisa ser lido cláusula a cláusula.
Atos dolosos. A cobertura alcança o ato ilícito culposo, o erro de gestão de boa-fé, e não a fraude deliberada. A Circular SUSEP nº 637/2021 (art. 11) descreve a garantia como referente a atos ilícitos culposos praticados no exercício das funções. Também ficam de fora atos praticados fora do exercício do cargo, multas de natureza criminal e, em regra, danos que o administrador causa em nome próprio e não como gestor.
Precisa quando passa a ter alguém de fora respondendo pelas decisões ou fiscalizando elas. Na prática, os gatilhos mais comuns são: rodada de investimento concluída, porque o investidor costuma exigir D&O no acordo de acionistas; formação de conselho de administração ou consultivo; entrada de administrador que não é sócio; e operação em setor regulado, como fintech supervisionada pelo Banco Central. Antes disso, com fundadores sendo os únicos administradores e sem terceiros no capital, o risco existe mas é menor.
É a regra que define qual reclamação a apólice atende. No D&O, o padrão de mercado é a base de reclamações: vale a data em que a reclamação é apresentada contra o administrador durante a vigência, e não a data do ato de gestão. Por isso dois pontos do contrato importam tanto quanto o limite: a data de retroatividade, que define até quando no passado o ato de gestão pode ter ocorrido, e o prazo complementar de notificação, que permite comunicar reclamações após o fim da vigência. Apólice sem retroatividade adequada deixa descoberto justamente o período em que as decisões antigas ainda podem virar processo.
O prêmio depende do limite máximo de garantia contratado, do porte e do setor da empresa, da estrutura societária, do histórico de reclamações e de a empresa ter ou não capital aberto e operação no exterior. Empresa fechada de médio porte, sem litígio relevante, costuma contratar limites de alguns milhões de reais por um prêmio anual que é fração pequena desse limite. Como a precificação é caso a caso, o número só sai depois do questionário de subscrição.
O D&O cobre o ato de gestão: a decisão do administrador que causa dano à empresa, a sócios ou a terceiros. O RC profissional, também chamado de E&O (Errors and Omissions), cobre a falha na entrega do serviço ao cliente, como um erro técnico em um projeto de software que gera prejuízo. São riscos diferentes e apólices diferentes. Empresa de tecnologia com conselho e contratos relevantes costuma precisar das duas.
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